O QUE LEVA PEQUENAS EMPRESAS ENTRAREM EM FALÊNCIA COM TÃO POUCO TEMPO DE MERCADO?

13 de maio de 2013 12:560 comentáriosCliques:638

RESUMO:

Este texto trata sobre a definição de falência, explicando ideias de fácil entendimento em relação aos principais motivos que acarretam empresas a decretarem falência com pouco tempo de existência. Além de definir, retrata e traz dados reais com que acontece no Brasil.

Palavras chaves: Falência, pequenas empresas e planejamento.

ABSTRAT:

This text deals with the definition of bankruptcy, explaining ideas easy to understand for the main reasons that lead companies to enact bankruptcy with little time of existence. Besides setting portrays and brings real data with what happens in Brazil.

Keywords: Bankruptcy, small business and planning.

O termo falência existe desde a antiguidade romana, naquele tempo aqueles que não cumpriam de certa forma como os seus compromissos eram severamente punidos. Muitas das vezes essas punições terminavam com a morte real ou civil do devedor, que poderia inclusive ser considerado escravo do credor, em razão do não cumprimento de suas obrigações.

Quando falamos em falência é comum, lembrarmos de inadimplência e a perspectiva negativa dos credores de uma empresa que não podem exercer com o pagamento de suas dívidas e deveres.

A idéia de falência costuma estar associada ao encerramento ou desaparecimento de uma empresa, que pode ser provocada pelo próprio empresário ou um credor, que pode podendo impedir o prosseguimento do funcionamento da empresa, caso o Judiciário opte por determinar que o estabelecimento seja fechado.

Vários podem ser os motivos para que uma empresa decrete falência, que citaremos ao longo do texto, existem vários critérios para a caracterização de falência, deles se destacam a impontualidade que está vinculada ao não pagamento da obrigação líquida sem relevante razão de direito e a chamada confissão, quando o próprio devedor confessa ser insolvente, ingressando com o pedido de falência.Fatores como interferência de políticas macroeconômicas, riscos em áreas de gestão, logística, problemas de capital em relação à reservas e giros, situações que a empresa passa por retração de sua produção também conduzem uma empresa a falência.

Quando uma empresa decreta falência ela pode trazer consigo dificuldades para a administração de outras empresas, cujo uma dependa daquela afetada, que é chamada insolvência em cadeia; podendo atingir empresas que tenham parcerias, fornecedores e serviços terceirizados. É importante diferenciar falência de insolvência, quando um estado é de fato caracterizado pela existência de um passivo maior que o ativo do empresário chamamos de insolvência, um exemplo disso é quando um empresário não salda uma dívida.

Um recente levantamento realizado pelo Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações identificou um aumento no número de empresas que decretaram falência em janeiro deste ano, no Brasil. O acréscimo foi de 42,4%, se comparado aos dados do mesmo mês no ano passado. Conforme a pesquisa, no primeiro mês de 2013 foram registrados 47 processos, sendo 34 de micro e pequenas empresas, 12 de médias e um de grande empresa, o maior número dos últimos dois anos. Em janeiro do ano passado, 33 empresas quebraram, enquanto no mesmo mês de 2011, foram 41 falências.

De acordo com o economista Djalma Guimarães, alguns setores industriais realmente passam por uma crise no primeiro trimestre do ano, enquanto outros tendem a faturar mais em janeiro. Para ele, o quadro atual enfrentado pelos empreendimentos pode ser atribuído à falta de planejamento por parte das próprias empresas. “Quando você se planeja fica mais fácil enfrentar os problemas. É preciso calcular e se planejar para o ano inteiro. Quando isso não acontece às coisas terminam mal”, afirmou. Todos os anos são criados no Brasil cerca de 1,2 milhão de novos empreendimentos, sendo que 99% deles micro e pequenas empresas, de acordo com os dados do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). No entanto, uns em cada quatro negócios novos não sobrevivem nos primeiros dois anos de atividade. Segundo especialistas, a falta de não planejamento e não capital de giro são os principais motivos que fazem as empresas não conseguirem se manter no mercado.

Já segundo Antonio André Neto, coordenador do MBA Gestão Estratégica e Econômica da Fundação Getúlio Vargas (FGV), “Antes de pensar em abrir uma empresa os pequenos empreendedores deveriam fazer um plano de negócios, que poderia, por exemplo, mostrar que um investimento não é tão interessante como ele imagina ou que é preciso redefinir o objetivo do negócio.”

Entre as regiões do país, o Sudeste é a que apresentou a maior taxa de sobrevivência entre as pequenas e médias nos primeiros dois anos, com 76,4%, seguida pela região Sul (71,7 %), Nordeste (69,1%), Centro-Oeste (68,3%) e Norte (66%). Conforme o SEBRAE, a taxa de sobrevivência das empresas é maior no Brasil, que em países europeus como a Itália (68%) e Espanha (69%), mas menor que a do Canadá (75%) e Luxemburgo (76%).     Para o consultor do SEBRAE-SP, Reinaldo Messias, o empreendedor precisa ter um bom conhecimento do mercado em que atua, com grande percepção da sua clientela potencial, bem como de seus hábitos e costumes, para identificar os produtos que ela quer comprar.

Em geral o pequeno era um bom funcionário de uma empresa, que sabia vender o produto, para quem comprar, mas não sabia que para abrir sua própria empresa teria que atender requisitos que ele não está preparado. Dessa forma muitos empreendedores entraram no mercado sem o mínimo de preparação para administrar seu negócio, outros fatores também contribuem fortemente para que isso aconteça.

Podemos citar rapidamente: a falta de mão-de-obra qualificada para executar os serviços, como por exemplo, um vendedor que não conhece o produto que está trabalhando. Quando não há uma definição do público alvo, que acaba dificultando metas, quando a infra-estrutura é inadequada para a prestação de serviços, quando a parte contábil não é levada em conta, não tem a devida atenção.

De acordo com observações e estudos pode-se dizer que as maiores causas que levam uma empresa a fechar as portas estão ligadas à falta de planejamento como foi dito anteriormente e a erros na administração. Muitos empresários começam a atuar em determinado seguimento sem antes mesmo fazer um plano de negócio, esse plano nada mais é que um documento que reúne informações necessárias para que a empresa seja bem sucedida.O projeto é organizado de forma detalhada e que contenha idéias do empreendedor, quando de maneira facilitada obtenha informações relativas de criação da empresa e do seu funcionamento.

Um erro muito comum é copiar modelos de empresas que já existem no mercado, não é porque funcionou com um empreendedor que necessariamente acontecerá o mesmo com outro.

O ideal é seguir bons exemplos, casos de sucesso e a partir daí desempenhar estudos de como adaptar a sua realidade e claro apresentar diferenciais diante da concorrência. Deixar um empreendimento na responsabilidade de funcionários ou mesmo de terceiros é um fator muito comum afinal um empreendedor deve dedicar-se ao máximo ao seu negocio e sempre acompanhar a rotina de sua empresa.

Aquele empresário que não se adequou ao atual, ao novo, também corre o risco de ficar atrás da concorrência.

No primeiro ano é preciso divulgar para chamar os clientes, as pequenas empresas esquecem-se de guardar dinheiro para fazer ações de marketing e divulgação, pensar em uma ambientação adequada, afinal às vezes luxo demais pode ser tão ruim quanto luxo de menos. Divulgar também a marca é fundamental, um bom marketing é uma maneira eficiente de atrair a atenção do consumidor.

Saber o que pode e o que não pode ser gasto e onde investir o dinheiro é primordial, os pequenos empreendedores, que abrem pela primeira vez o negócio próprio muitas vezes não se preocupam com o controle das finanças e esquece que há  impostos que devem ser pagos em alguns meses do ano,

Quando um negócio não vai bem, sinais como atraso de duplicatas, não quitação de tributos, pagamento de fornecedores e até mesmo funcionários levam um negocio ir a falência e outros fatores que foram citados no decorrer deste texto.

Muitas vezes o pequeno empreendedor não se preocupa em qualificar o funcionário ou mesmo explicar a melhor forma de realizar a função, a forma de atendimento de um funcionário pode ser crucial para qualquer tipo de empresa, o desempenho dele pode garantir o sucesso ou fracasso de uma empresa.

Depois de decretada a falência inicia-se uma serie de procedimentos simultâneos. São atos processuais de arrecadação de bens do falido, possibilitando que os bens que compõem o artigo da empresa sejam trazidos ao processo, inclusive àqueles que aviam sido objetos de negocio jurídicos revogados.

Os credores são chamados ao processo para justificar sua condição, por meio dos atos destinados à declaração dos créditos e a verificação de legitimidade, a fim de lhes possibilitar participação no quadro geral que será elaborado e que norteara o rateio dos pagamentos que serão efetuados.

A Administração da falência envolve atos de informação, a arrecadação de bens do falido, a declaração e verificação de créditos, alem da investigação das causas da falência. O que permitirá uma reconstituição do passado da empresa para que sejam apuradas as causas da falência na busca de elementos que podem conduzir a eventual condição penal.

A lei nova procura também dar oportunidade para a continuidade da atividade empresarial quando prevê a possibilidade de pedido de recuperação extrajudicial ou judicial. Inclusive depois de citado do podido de falência, o devedor tem nova oportunidade para requerer sua recuperação mediante apresentação de um plano para a mesma. O interesse na continuidade da empresa está na manutenção dos empregos, no atendimento dos interesses dos credores e do próprio empresário, dentre outros motivos, é de forma garantir a sua função perante a comunidade em que está inserida. Nesse sentido, é de interesse de toda sociedade que a atividade seja mantida, que a empresa seja recuperada e que continue a exercer sua função social.

Na administração da falência o Juiz é autoridade máxima, é um gerente de atividades não jurisdicionais de cunho administrativo, em razão da perda da posse e da não administração dos bens do devedor, que permaneceram sobre responsabilidade do Estado enquanto o processo de falência está em andamento.

Lidar com o fechamento de uma empresa é uma situação??? para qualquer empresário, sentimentos como frustração e arrependimento são cruciais neste momento. O correto é, se não desejar reconstruir o negócio, fazer tudo conforme a lei.

 

REFERÊNCIAS

www.sebrae.com.br

www.leiaja.com.br

www.globo.com/g1

Bertoli, Marcelo M.- Curso avançado de direito comercial/ Marcelo M. Baertoldi, Marcia Carla Pereira Ribeiro. -5 ed.rev. e atual.- São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2009.

 

   

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